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Quanto custa um eletricista em 2026: tabela SINAPI por serviço, diária, variação por estado e quando vale pagar mais caro

Eletricista residencial custa de R$ 35 a R$ 555 por serviço em 2026. Veja tabela SINAPI com 10 serviços, diária por região e alertas de segurança.

RF

Rodrigo Freitas

Engenheiro Eletricista (UNESP)

Eletricista brasileiro com multímetro verificando quadro de distribuição em apartamento de São Paulo, disjuntores e fiação visíveis
Quadro de distribuição é o serviço mais caro do eletricista residencial — e o que mais impacta a segurança da casa inteira

R$ 141,60 por ponto de tomada. R$ 554,60 por quadro de distribuição completo. R$ 247,80 por ponto de chuveiro. Esses são os custos reais de um eletricista residencial em São Paulo, segundo a tabela SINAPI de janeiro/2026 do IBGE — a mesma referência usada em licitações públicas no Brasil inteiro. A diária gira em torno de R$ 500 a R$ 700 em capitais do Sudeste.

O que muda o preço final não é só o tipo de serviço. É o estado onde você mora, o horário da chamada e, principalmente, se o profissional tem habilitação técnica ou é alguém que “aprendeu vendo”. Eletricidade mata: o Brasil registrou 840 mortes por acidentes elétricos em 2024, segundo a Abracopel. A maioria acontece dentro de casa.

Tabela de custos por serviço elétrico (SINAPI SP)

Abaixo estão os 10 serviços elétricos residenciais mais comuns, com os custos unitários SINAPI para São Paulo (janeiro/2026). Cada valor inclui material e mão de obra:

ServiçoCódigo SINAPIUnidadeCusto SP
Ponto de tomada 2P+T 10A91922unR$ 141,60
Ponto de iluminação embutido91924unR$ 133,34
Ponto de interruptor simples91920unR$ 126,26
Quadro de distribuição 12 disjuntores91932unR$ 554,60
Disjuntor monopolar 10-20A91910unR$ 41,30
Eletroduto PVC 3/4” embutido91902mR$ 13,57
Fiação 2,5mm² em eletroduto91904mR$ 7,08
Instalação ventilador de teto91940unR$ 177,00
Ponto chuveiro elétrico 30A91928unR$ 247,80
Aterramento (haste copperweld)91942unR$ 283,20

Atenção ao detalhe: “ponto de tomada” no SINAPI inclui tudo — a tomada em si, a caixa 4x2, o eletroduto embutido e a fiação de 2,5mm² até o quadro. Não é só enfiar a tomada na parede. Se o eletricista cobrar R$ 150 por ponto numa reforma em SP, está dentro do preço SINAPI.

Custo por serviço elétrico — SINAPI SP, jan/2026 Quadro distrib. 12 disj. R$ 555 Aterramento R$ 283 Ponto chuveiro 30A R$ 248 Ventilador de teto R$ 177 Ponto tomada 10A R$ 142 Ponto iluminação R$ 133 Interruptor simples R$ 126 Disjuntor monopolar R$ 41 Eletroduto PVC (m) R$ 14 Fiação 2,5mm² (m) R$ 7 Valores incluem material + mão de obra | Fonte: SINAPI/IBGE, SP, janeiro/2026 chamaopro.com.br

O quadro de distribuição é disparado o serviço mais caro porque envolve tudo: a caixa metálica de embutir, barramento trifásico, ligação de todos os circuitos, etiquetagem e teste final. Um apartamento de 2 quartos em SP precisa de pelo menos 8 circuitos — iluminação geral, tomadas sala/quarto, tomadas cozinha, chuveiro, micro-ondas, ar-condicionado, máquina de lavar e reserva.

Quanto custa uma instalação elétrica completa

Instalação elétrica do zero (casa ou apartamento novo) ou reforma completa (troca total de fiação e quadro) são projetos que envolvem dezenas de pontos. O custo varia de R$ 70 a R$ 150 por metro quadrado de área construída, segundo dados de mercado e composições SINAPI.

Para dar uma referência concreta, montei faixas realistas usando os custos SINAPI para São Paulo:

Porte do imóvelÁreaPontos estimadosFaixa de custo (SP)
Apartamento 2 quartos50-70 m²25-35 pontosR$ 4.500 – R$ 8.000
Casa 3 quartos80-120 m²40-55 pontosR$ 7.000 – R$ 13.000
Casa grande 4+ quartos130-200 m²60-90 pontosR$ 12.000 – R$ 22.000

Esses valores consideram: todos os pontos de tomada, iluminação e interruptores; quadro de distribuição dimensionado; fiação nova em eletroduto; aterramento; disjuntores e DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos). Não incluem lustre, luminária nem aparelhos.

Um detalhe que pega muita gente: reforma elétrica em imóvel antigo custa 20% a 30% mais que instalação em obra nova. O motivo é a quebra de parede para passar eletroduto, o remendo de alvenaria depois e a remoção de fiação antiga (muitas vezes de alumínio, que hoje é proibida pela NBR 5410 para circuitos terminais residenciais).

Quer uma estimativa detalhada? Use a calculadora de elétrica do site — ela cruza os dados SINAPI com a metragem e o número de cômodos do seu imóvel.

Diária e hora: como o eletricista cobra

O eletricista residencial cobra de três formas diferentes, e cada uma tem vantagem dependendo do tamanho do serviço:

Por ponto. Ideal para serviços pequenos e definidos: instalar 3 tomadas novas, trocar o ponto do chuveiro, colocar ventilador de teto. Os preços seguem a tabela SINAPI acima. É a forma mais transparente, porque você sabe exatamente quanto cada item custa.

Por diária. Comum em serviços maiores que levam mais de meio dia: trocar toda a fiação de um cômodo, instalar quadro novo com todos os circuitos, passar eletroduto em parede de alvenaria. Em São Paulo, a diária de eletricista varia de R$ 500 a R$ 700, segundo levantamento de mercado. No Nordeste fica entre R$ 300 e R$ 450. No Sul, de R$ 400 a R$ 600.

Por hora. Mais raro, usado em chamados rápidos e diagnósticos. A hora varia de R$ 80 a R$ 150 em horário comercial nas capitais do Sudeste, conforme dados de mercado. Serviço de uma manhã inteira (4 horas) sai entre R$ 300 e R$ 500. Parece muito? Compare: o SINAPI cobra R$ 141,60 só pelo ponto de tomada — se o profissional instala 3 em uma manhã, a diária já se justifica.

O salário mediano do eletricista de instalações no Brasil é de R$ 2.400/mês (CBO 7156-10, Salário.com.br / CAGED 2025). No Sudeste sobe para R$ 2.688. Esses valores são para regime CLT — autônomos cobram mais por serviço, mas não têm os encargos trabalhistas.

Variação por estado: tabela SINAPI por UF

O mesmo ponto de tomada que custa R$ 141,60 em São Paulo sai R$ 109,20 no Ceará. A diferença é de 30%. O SINAPI publica custos regionalizados por estado, e o Chama o Pro usa multiplicadores oficiais do boletim de janeiro/2026 para calcular cada UF.

Comparativo do ponto de tomada 2P+T 10A (código SINAPI 91922) nas principais capitais:

EstadoCusto do ponto de tomadaDiferença vs SP
SPR$ 141,60
RJR$ 135,60-4%
DFR$ 134,40-5%
RSR$ 129,60-8%
PRR$ 128,40-9%
MGR$ 120,00-15%
BAR$ 111,60-21%
PER$ 110,40-22%
CER$ 109,20-23%

A regra geral: Sudeste e Sul são mais caros, Nordeste e Norte mais baratos. Mas a diferença não é só custo de vida — é oferta de profissionais qualificados. Em capitais grandes, a concorrência entre eletricistas é maior, o que equilibra os preços. Em cidades pequenas do interior, o único eletricista da região pode cobrar o que quiser.

Ponto de tomada 2P+T 10A — custo por estado Código SINAPI 91922 | Material + mão de obra | janeiro/2026 R$ 150 R$ 125 R$ 100 R$ 142 SP R$ 136 RJ R$ 134 DF R$ 130 RS R$ 128 PR R$ 120 MG R$ 112 BA R$ 110 PE R$ 109 CE Fonte: SINAPI/IBGE com multiplicadores regionais jan/2026 | chamaopro.com.br SP é 30% mais caro que CE — a diferença paga quase um disjuntor

O que encarece (e o que barateia) o orçamento

Nem todo serviço elétrico custa igual, mesmo dentro do mesmo apartamento. Alguns fatores multiplicam o preço:

Parede de concreto ou laje. Rasgar parede de alvenaria para passar eletroduto é uma coisa. Rasgar laje de concreto armado é outra. O custo de rasgo em concreto pode dobrar a mão de obra porque exige martelete, e o acabamento depois (recuperação de reboco) é mais trabalhoso. Se a planta do seu apartamento tem vigas aparentes ou laje nervurada, prepare o bolso.

Fiação antiga de alumínio. Apartamentos construídos nos anos 70-80 frequentemente têm fiação de alumínio, que hoje não é permitida pela NBR 5410 para circuitos terminais. Trocar toda a fiação para cobre 2,5mm² custa R$ 7,08 por metro (SINAPI, SP, janeiro/2026), mas o grosso do custo é a mão de obra para puxar e passar os cabos — não o fio em si.

Número de circuitos. Uma casa moderna precisa de circuitos separados para iluminação, tomadas gerais, cozinha, chuveiro, ar-condicionado e máquina de lavar. Cada circuito separado é um disjuntor a mais (R$ 41,30 cada), mais fiação e eletroduto. O mínimo seguro para um apartamento de 2 quartos são 8 circuitos. Casas grandes passam de 15.

O que barateia:

Comprar o material você mesmo. Se o eletricista cobra por diária ou hora, comprar os disjuntores, tomadas, eletroduto e fios por conta própria pode economizar de 15% a 25%. Lojas de material elétrico no atacado (Leroy Merlin, Kalunga Elétrica) vendem disjuntor DIN Schneider por R$ 15-20, enquanto o eletricista revende por R$ 30-40 com sua margem. Mas só faça isso se souber o que está comprando — fiação com bitola errada é perigosa.

Aproveitar eletroduto existente. Em reformas onde o eletroduto está em bom estado, é possível apenas puxar fiação nova sem quebrar parede. Isso elimina o custo de rasgo, reboco e acabamento — facilmente R$ 30-40 por metro linear a menos.

Agrupar serviços. Trocar o chuveiro, instalar 2 tomadas novas e colocar ventilador de teto separadamente sai mais caro do que fechar tudo numa diária. O profissional já está na sua casa, com as ferramentas. Negociar pacote fechado costuma dar 10% a 15% de desconto.

Serviço emergencial: o custo de chamar de madrugada

Curto-circuito às 23h de um sábado. Cheiro de fio queimado. Disjuntor geral desarma toda hora. São situações que não esperam segunda-feira.

Chamados emergenciais custam de 30% a 100% a mais que o preço normal, dependendo do horário e da cidade. Um serviço que custaria R$ 150 em horário comercial pode sair por R$ 225 a R$ 300 de madrugada. A Triider e a Cronoshare reportam acréscimos médios de 50% para atendimentos noturnos e aos fins de semana nas capitais do Sudeste.

Três situações justificam pagar o emergencial sem hesitar:

Cheiro de fio queimado com calor no quadro. Pode ser curto-circuito no barramento. Desligue o disjuntor geral e chame imediatamente. Esperar pode causar incêndio.

Fio exposto com criança ou animal em casa. Fio pelado é a segunda maior causa de choque elétrico residencial no Brasil, segundo a Abracopel. Não improvise com fita isolante — chame o profissional.

Falta de energia em parte da casa com quadro desarming sozinho. Disjuntor que desarma repetidamente indica sobrecarga ou curto. Não force religar — cada tentativa aquece os condutores e aumenta o risco de incêndio.

Segurança não é opcional: NBR 5410 e NR-10

Instalação elétrica não é serviço para o marido de aluguel genérico, por mais habilidoso que ele seja. Dois documentos regulam quem pode mexer na elétrica da sua casa e como:

A NBR 5410 da ABNT define os requisitos de segurança para instalações elétricas de baixa tensão (até 1.000V em corrente alternada). Ela é obrigatória para qualquer imóvel residencial e cobre desde o dimensionamento de fiação até a proteção contra choques. Qualquer reforma elétrica que não siga a NBR 5410 torna a instalação irregular — e em caso de sinistro, a seguradora pode recusar o pagamento.

A NR-10 é a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho que obriga treinamento mínimo de 40 horas para qualquer trabalhador que lide com eletricidade. O profissional precisa ter certificado NR-10 atualizado (reciclagem a cada 2 anos), usar EPI adequado e seguir procedimentos de desenergização antes de mexer em qualquer circuito.

Na prática, o que você deve cobrar do eletricista antes de contratar:

  • Curso técnico ou formação comprovada em eletrotécnica ou eletricista de instalações
  • Certificado NR-10 válido (pedir foto ou número de registro)
  • ART ou RRT se o serviço exigir responsabilidade técnica (reforma completa, troca de quadro, instalação nova)
  • Seguro de responsabilidade civil — se o profissional causar dano na sua casa, quem paga?

Eletricista que nega apresentar qualquer desses documentos é sinal de alerta. Não confie no “trabalho há 20 anos e nunca aconteceu nada”. Os dados da Abracopel mostram 274 acidentes elétricos em residências brasileiras em 2024, com 210 mortes. A maioria envolve instalações improvisadas ou feitas por profissionais não qualificados.

Se o serviço envolver apenas troca de tomada ou disjuntor, um eletricista autônomo com experiência resolve. Mas reforma elétrica completa — troca de quadro, redimensionamento de circuitos, passagem de fiação nova — exige no mínimo um técnico em eletrotécnica com registro no CREA e emissão de ART.

Perguntas frequentes

Quanto custa para instalar uma tomada nova?

O custo médio de um ponto de tomada 2P+T 10A em São Paulo é de R$ 141,60 (SINAPI, SP, janeiro/2026), incluindo material e mão de obra. Em estados do Nordeste, o valor cai para a faixa de R$ 109-112. Se o eletricista cobrar por diária e instalar várias tomadas de uma vez, o custo unitário pode cair 10-15%.

Quanto um eletricista cobra por diária em São Paulo?

A diária de eletricista residencial em São Paulo varia de R$ 500 a R$ 700, dependendo da experiência e da complexidade do serviço. Em cidades menores do interior, fica entre R$ 350 e R$ 500. A diária normalmente cobre 8 horas de trabalho.

Vale a pena contratar eletricista pela hora ou pela diária?

Pela hora compensa para serviços rápidos de até 2 horas (trocar chuveiro, instalar tomada isolada). Se o serviço levar mais de 3 horas, a diária quase sempre sai mais barata. Por exemplo: 4 horas a R$ 100/h = R$ 400, enquanto uma diária inteira pode sair R$ 550 com muito mais serviço feito.

Quanto custa trocar o quadro de distribuição?

A troca completa de um quadro de distribuição de 12 disjuntores custa R$ 554,60 em SP (SINAPI, janeiro/2026), incluindo caixa, barramento, disjuntores e mão de obra. Se precisar redimensionar circuitos e trocar fiação, o custo sobe para R$ 1.200-R$ 2.500 dependendo da complexidade. Peça orçamento detalhado por circuito.

Eletricista precisa de CREA?

Depende do serviço. Trocar tomada ou instalar ventilador de teto não exige CREA. Mas reforma elétrica completa, instalação nova ou troca de quadro de distribuição com redimensionamento exigem responsabilidade técnica — ou seja, um técnico em eletrotécnica registrado no CREA que emita ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). A NBR 5410 e a NR-10 são as normas que regulam a habilitação e segurança desses profissionais.

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