Diária
Diária é a forma mais simples de contratar mão de obra na construção civil: você paga por dia trabalhado, independentemente de quanto o profissional avançou no serviço. É diferente da empreitada, onde o preço é fechado pelo serviço entregue.
Cada profissão tem sua tabela de diária, que varia por cidade e por nível de experiência. Em São Paulo (referência 2026):
- Pedreiro: R$ 200–R$ 350
- Eletricista: R$ 250–R$ 400
- Encanador: R$ 200–R$ 350
- Pintor: R$ 200–R$ 300
- Gesseiro: R$ 250–R$ 400
- Mestre de obras: R$ 350–R$ 500
- Servente: R$ 120–R$ 180
Quando usar diária:
- Serviços pequenos e pontuais (trocar tomada, consertar um azulejo, tampar fissura)
- Quando o escopo é incerto (demolição onde não sabe o que vai aparecer atrás da parede)
- Quando você prefere controlar diretamente o ritmo do trabalho
Quando usar empreitada:
A maioria dos donos de imóvel prefere empreitada pra reformas maiores — você sabe o preço total antes de começar e o risco de atraso é do profissional, não seu.
O risco da diária:
Profissional remunerado por diária não tem incentivo pra terminar rápido. A obra pode se arrastar. O dono fica na posição de supervisor — precisa acompanhar o andamento, cobrar produtividade e checar se o dia foi bem aproveitado. Para quem não tem tempo de acompanhar obra, a diária pura é arriscada.
Exemplo prático: um morador contratou pedreiro por diária pra fazer reboco de um quarto. O profissional levou 4 dias — e o morador só percebeu no terceiro dia que metade do tempo estava sendo gasto em conversa e pausa. Com empreitada fechada, o risco de ritmo lento seria do profissional, não dele.